sexta-feira, 24 de abril de 2015

Governador entrega licenças ambientais para empreendimentos turísticos em Nobres.

Segundo site da SEMA, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e a secretária de Estado de Meio Ambiente, Ana Luiza Peterlini, entregaram nesta sexta-feira (24.04), às 9h, na Escola Estadual Zeferino Dornellis, no distrito de Bom Jardim, município de Nobres (142 km a médio norte da capital), licenças ambientais a empreendimentos turísticos da região. 
Este é o primeiro passo para regulamentar o uso dos recursos naturais de forma sustentável na zona de amortecimento do Parque Estadual da Gruta da Lagoa Azul, que abrange grutas e cavernas de formações calcárias, lagoas de águas azuis cristalinas, com presença de estalactites, estalagmites, que são um patrimônio de grande importância cultural e cênica.
O coordenador de Serviços da Superintendência de infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços da Sema, Pedro Barreto, explica que o processo de licenciamento se iniciou entre 2005 e 2006, mas, em razão de questões fundiárias, já que a maioria dos empreendimentos está em área de assentamento rural da União, levou mais tempo que o normal para ser finalizado. Tiveram papel decisivo nessa conquista o Ministério Público do Estado e a Prefeitura Municipal de Nobres. "Como não há nenhum impedimento ambiental, nós resolvemos unir esforços para resolver a questão que beneficia inúmeras famílias e promover o desenvolvimento sustentável da região".

O distrito de Bom Jardim é conhecido internacionalmente pelas suas belezas naturais, que compreendem: a cachoeira Serra Azul, o balneário Rio Estivado, o Recanto Ecológico Lagoa Azul, a Lagoa das Araras e Aquário Encantado. Locais onde os turistas, além do turismo de contemplação, têm acesso a várias modalidades do ecoturismo, como boia cross, tirolesa, flutuação, trilhas e banho. A proposta é potencializar desenvolvimento sustentável da região por meio do turismo, a exemplo do que ocorre em Campos de Jordão (SP), Gramado (RS) e Bonito (MS).
Serviço
Evento: Entrega de licenças ambientais a empreendimentos no distrito de Bom Jardim, Nobres.
Data/horário: 24.04 (sexta-feira), às 9h
Local: Escola Estadual Zeferino Dornellis


SOS Mata Atlântica divulga estudo de qualidade em mananciais brasileiros.

Segundo estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, com  medição da qualidade da água em 111 rios, córregos e lagos de 5 estados brasileiros e o Distrito Federal – o mais amplo até hoje coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica – revela que 23,3% dos mananciais apresentam qualidade ruim ou péssima. 
Os dados foram divulgados na semana em que se celebrou o Dia da Água (22 de março), as coletas foram realizadas entre março de 2014 e fevereiro de 2015, em 301 pontos de coleta distribuídos em 45 municípios.  A análise inclui o monitoramento realizado em 25 rios da cidade de São Paulo e 12 da cidade do Rio de Janeiro.
Diante dos estudos estudiosos concluiram que a situação é preocupante, visto que a poluição diminui ainda mais a oferta de água para consumo da população.

A lista completa de rios e pontos avaliados está disponível no link http://bit.ly/Agua2015. Dos resultados medidos, 186 pontos (61,8%) apresentaram qualidade da água considerada regular, 65 (21,6%) foram classificados como ruins e 5 (1,7%) apresentaram situação péssima. Apenas 45 (15%) dos rios e mananciais mostraram boa qualidade – aqueles localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.
No Estado de São Paulo, dos 117 pontos monitorados, 5 (4,3%) registraram qualidade de água boa; 61 (52,1%) foram avaliados com qualidade regular, enquanto que 46 (39,3%) estão em situação ruim e 5 (4,3%) péssima. Já entre os 175 pontos analisados nos municípios do Rio de Janeiro, 39 apresentaram água boa (22,3%), a maioria (120 pontos) está em situação regular (68,6%), e 16 tiveram índice ruim (9,1%).
Na cidade do Rio de Janeiro, os indicadores aferidos revelam uma piora na qualidade da água. Dos 15 pontos em que a coleta foi realizada na área urbana, somente 5 (33,3%) apresentaram qualidade regular e os outros 10 pontos (66,7%) registraram qualidade ruim. Em 2014, 9 pontos tinham qualidade regular (60%) e 6 ruim (40%). Nenhum dos pontos analisados apresentou qualidade boa ou ótima.
“Esses indicadores revelam a precária condição ambiental dos rios urbanos monitorados e, somados aos impactos da seca, reforçam a necessidade urgente de investimentos em saneamento básico. A falta da água na região sudeste é agravada pela indisponibilidade decorrente da poluição e não apenas da falta de chuvas. Rios enquadrados nos índices ruim e péssimo não podem ser utilizados para abastecimento humano e produção de alimentos, diminuindo bastante a oferta de água”, alerta Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A COPA DO MUNDO 2014 E OS RESÍDUOS SÓLIDOS

A COPA do MUNDO traz divertimento, alegria, excitação e com tudo isto o esquecimento com as responsabilidades ambientais.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Lei 12305/10 estabelece em seus  objetivos a não geração ou a redução na geração de resíduos em primeiro lugar, depois a reutilização, a reciclagem, o tratamento e a disposição final ambientalmente adequada.
O que vimos nos estádios é o avesso do que foi estabelecido em lei, uma vez que ao adquirirmos produtos que já eram envazados, em latinhas de alumínio ou em garrafas PET, ainda "GANHÁVAMOS" um outro copo de "BRINDE", afinal quem  não ama ganhar um brinde!!! Porém este suposto brinde encareceu e muito os produtos que adquirimos, só a água mineral que compramos geralmente por R$ 2,00 (DOIS REAIS), foi-nos vendidos pela bagatela de R$ 8,00 (OITO REAIS), o mais interessante foi que a garrafa de água era colocada dentro do copo. Quando você ia questionar do preço, o atendente falava - Você ganha um copo do jogo coma a data.
Nossa!!! Pelo que sei brinde é brinde, não encarece o produto. Justo seria pagar pela água e quem quisesse pagar por um brinde, pagaria a parte. E ninguém sairia com 20 copos que serão descartados nos lixões.
Então o que acontecia? Geração desnecessária de resíduos.  Sorte teremos se pelo menos eles forem reciclados. Porém, como sabemos da nossa realidade  a maior parte destes resíduos serão enterrados ou chegarão no nosso Pantanal através das águas da chuvas.
Sem contar com a cerveja que saia da latinha e ia para os copos plásticos, qual era a necessidade disto? A necessidade era uma só, fazer com que nós consumidores levássemos para nossas casas os copos impressos com as marcas de suas cervejas. E nós ainda achamos o máximos, como somos bobos. Cheios de copos que nem combina com os nossos e daqui a pouco serão descartados no nosso lixo.
Se não queriam que latinhas rodassem no estádio porque não colocaram chopeiras, ai seria apenas o copo e não haveria necessidade de se descartar uma lata no meio ambiente. Muito simples isso, não pode ter lata, poe  uma chopeira e gera de resíduos, somente o necessário, um copo.
A PNRS é bem clara! não geração! Então sendo as empresas responsáveis pela sua geração de resíduos onde está a logística reversa que ela deveria ter sido feita.
Ainda falta muito para nosso país mude.
Não é falta de leis é falta de consciência ambiental mesmo. Temos que fazer a sensibilização da população urgente, só assim teremos um país diferente.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os lucros da produção sustentável

Giovana Girardi, de O Estado de S.Paulo

Estudo feito com Monsanto e Natura mostra que a produção de soja e dendê aliada à proteção ambiental garante valor até 200% maior .
Qual é o impacto de substituir uma vegetação nativa pela produção agrícola? A pergunta, geralmente respondida com uma lista de conhecidos benefícios que as florestas prestam para a sociedade e para a própria agricultura, acaba de ganhar uma explicação mais concreta: um valor.

Não preservar o ambiente pode causar prejuízos reais ao produtor. É o que mostra o projeto Teeb (Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) para o Setor de Negócios Brasileiro, que estabeleceu uma valoração para os serviços ambientais - ou para o "capital natural", como eles chamam - em dois estudos de caso: um com a Monsanto e outro com a Natura.
O trabalho, coordenado pela ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) e baseado no modelo do Teeb global, considerou diferentes práticas agrícolas na produção de soja e de óleo de palma (dendê) em estudos pilotos nas plantações das duas empresas.
Ao considerar nos cálculos o valor da biodiversidade e dos serviços que ela presta, como proteger o solo da erosão ou garantir a oferta de água, o valor da produção nos cenários em que houve adequação ao ambiente foi maior do que na situação tradicional de cultivo - o chamado "business as usual".
No caso da Natura, os pesquisadores compararam os dados de um hectare de monocultura de palmeira de dendê, de onde se extrai o óleo de palma, com os de um hectare de um sistema agroflorestal, que combina árvores nativas, como cacau e maracujá, com os dendezeiros. Ambos localizados no Pará.
No cenário agroflorestal, o valor ambiental total da produção - calculado pela diferença entre os ganhos prestados pelos serviços florestais e os impactos ao ambiente e à sociedade provocados pela cultura plantada - foi 200% maior que na versão "business as usual".
No estudo da Monsanto, realizado no oeste da Bahia, comparou-se um hectare de terra coberto só com a monocultura de soja com um outro em que a cultura convive com o Cerrado - bioma hoje mais ameaçado do Brasil e também por onde a soja mais se expande. Neste segundo cenário, baseado na proporção definida pelo Código Florestal - 80% de área cultivada e 20% de Reserva Legal -, o valor ambiental foi 11% maior que no cenário só com a monocultura.
Visibilidade. "A vantagem desse trabalho é trazer à tona um valor que até então era invisível, mas que é fundamental nas análises de risco da empresa. Está cada vez maior a expectativa de que se comece a cobrar pela poluição gerada por uma produção. Isso eventualmente pode ser colocado nos cálculos da compensação ambiental", afirma a bióloga Helena Pavese, coordenadora do projeto na CI.
"Mas não é só uma questão de impactos. As empresas utilizam o capital natural como base para seus negócios. Mudanças na oferta e qualidade deste capital afetam seu desempenho. Com esta abordagem de valoração, pudemos mostrar em cifras, e não tanto quantitativamente, como a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos são importantes para a empresa."
Uma das expectativas do trabalho é que os resultados possam eventualmente ser incorporados nos processos decisórios das empresas. É o que planeja a gerente de responsabilidade social, corporativa e de sustentabilidade da Monsanto, Daniela Mariouzzo, que coordenou o trabalho na empresa.
"Não é de hoje que se discute como produzir mais alimentos, preservar a natureza e que isso seja viável economicamente no longo prazo. Como beneficiar todos os envolvidos nisso? A resposta passa por trazer algo concreto para a mesa. Acho que esse estudo é um começo para o debate. Mas ainda não é algo completamente consolidado", diz.
"Os números traduzem o que já se conhece na prática: produzir soja sem o Cerrado afeta o clima, a polinização, a conservação da água. E trazem mais argumentos para debater com todos os atores." Ela afirma que o próximo passo é trabalhar mais o estudo dentro da empresa, principalmente com outros setores, como o de avaliação de riscos, e com os produtores rurais.
Mais a longo prazo, a ideia é usar esse tipo de informação para desenvolver um mecanismo que remunere os produtores que preservem o Cerrado. Por lei, eles já são obrigados a isso, e quem não cumpre tem de se regularizar. "Mas podemos pensar numa forma de pagar quem quiser proteger além do que manda a legislação", defende.
Cadeia. Na Natura, o estudo se inseriu em um processo mais amplo - iniciado em 2010 e já incorporado na decisão dos negócios -, que prevê avaliar toda a cadeia de suprimentos, da extração da matéria-prima à entrega do produto ao consumidor. Em relação ao óleo de palma, matéria-prima para a produção de sabonetes, a empresa vinha buscando a alternativa do sistema agroflorestal há cinco anos em parceria com a Embrapa.
"Já sabíamos que havia uma viabilidade técnica, em escala pequena, mas não sabíamos o valor disso. Só do ponto de vista econômico, a monocultura parece mais eficiente, uma vez que tem produtividade alta por causa da mecanização. Mas o estudo mostrou outros valores ambientais e sociais que o modelo tradicional não olha", diz Luciana Vila Nova, gerente de sustentabilidade da Natura. No futuro, diz ela, a ideia é conseguir mostrar o valor ambiental de cada produto da empresa.
ENTENDA COMO FOI FEITO O CÁLCULO
Para fazer o cálculo do valor ambiental da produção de soja e de óleo de palma, os pesquisadores compilaram uma série de estudos já disponíveis na literatura científica que, individualmente, já haviam aplicado um valor monetário às quantidades físicas de capital natural.
O número estimado para um hectare de cada cenário foi obtido com a soma dos serviços ecossistêmicos subtraídos da soma dos impactos. Contam como serviços a capacidade de provimento (de alimento, água doce, madeira, combustível, fibras e outros recursos) e de regulação (do clima, da água e o controle da erosão) daquele ambiente. Como impactos agrícolas diretos são considerados poluição do ar e da água e emissões de gases de efeito estufa.
Também foram levados em conta valores de mercado, quando eles já existem, como é o caso da madeira e de créditos de carbono. Por exemplo: o preço do carbono, segundo o relatório Stern do governo britânico, taxado em R$ 233 por tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente, foi usado para valorar as emissões de gases de efeito estufa.
No estudo da Natura, o valor ambiental total obtido com os sistemas agroflorestais com óleo de palma é três vezes maior do que aquele obtido com a monocultura do óleo de palma – R$ 410.853 por hectare, contra R$ 122.253 por hectare, durante a vida útil de 25 anos da plantação. Esse resultado foi obtido principalmente porque os impactos da monocultura são quatro vezes o impacto dos sistemas agroflorestais.
Na Monsanto, o valor da produção de soja aliada à conservação do Cerrado é 11% maior que a monocultura de soja – respectivamente R$ 1.139 por hectare ao ano, contra R$ 1.031.
O modelo adotado no estudo foi baseado no Teeb global, lançado em 2010 pelo economista indiano Pavan Sukhdev em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente. O estudo estimou que o custo anual da perda da biodiversidade fica entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,os-lucros-da-producao-sustentavel,179721,0.htm

sábado, 19 de outubro de 2013

Resenha do Filme Lixo Extraordinário


http://www.youtube.com/watch?v=FGjEk3SiXkE


Gestão Urbana 
Prof. Francisco Del Moral HernandezAutor da resenha:
 Willian Kazuhissa Kohra: 720437
Resenha do documentário “Lixo Extraordinário” (“Waste Land”, 2009 direção: Lucy Walker)

                              O documentário “Lixo Extraordinário” retrata um trabalho do artistaplástico Vik Muniz e seu envolvimento com catadores do lixão de JardimGramacho  – RJ. Vik realiza obras de arte com ajuda dos catadores, utilizandoos materiais encontrados no lixão para formar imagens incríveis dostrabalhadores locais, transformando suas vidas. Além da criatividade e belezadas obras, o documentário apresenta a realidade de pessoas que vivem emcondições críticas de pobreza e saneamento, e também no problema ambientalda disposição de resíduos sólidos.
Brasileiro e reconhecido mundialmente, o artista Vik Muniz já foi pobre eviveu em um bairro de classe média baixa em São Paulo. Conseguiu dinheiropor causa de um acidente e foi para os Estados Unidos, assim começou comtrabalhos simples e conseguiu sucesso com suas obras artísticas. É reconhecido por incorporar “ (...) objetos do cotidiano no processo fotográfico para criar imagens ousadas e geralmente enganosas .”
 Vik se interessou pelo lixão de Gramacho por ser o maior do mundo emrecebimento diário (2007), com o objetivo de mudar a vida das pessoas atravésda arte derivada de materiais do cotidiano delas. A expectativa do artista antesda visita em relação aos catadores era um tanto preconceituosa, “Devem ser as pessoas mais rudes em que possamos pensar. São viciados...É o fim da linha. Dê uma olhada na geografia da área(...) É pra onde vai tudo que não é bom. Incluindo as pessoas(...)”. Chegando ao aterro Jardim Gramacho, Vik eseu companheiro Fábio são recebidos pelo administrador do aterro. Um dadointeressante fornecido por ele era a retirada de 200 toneladas por dia demateriais recicláveis efetuadas pelos catadores, isso representa a falta decomprometimento da população e do governo quanto à coleta seletiva.
As dimensões do aterro e a quantidade de lixo são enormes. Todoresíduo em putrefação fica exposto e as pessoas dividem espaço comincontáveis urubus. A estrutura irregular na disposição de lixo é notável, a faltade procedimentos de segurança e proteção ambiental é característica de umlixão, diferente de um aterro sanitário que possui impermeabilização contracontaminações, cobertura vegetal e escapes de gás metano. Isso demonstrauma falha no gerenciamento de resíduos de uma grande cidade, que pode sercorrigida com uma boa gestão urbana. Além dessa problemática, as condiçõesde trabalho dos catadores são evidentemente desprezíveis, possuem contatodireto aos diversos resíduos gerados por 70% do Rio de Janeiro, isso incluialtos riscos de contaminação e susceptibilidade a diversos tipos de doenças.
Vik se surpreende com o bom humor dos catadores face à realidadevivida por eles a cada dia. Dois personagens se destacam são: Zumbi, vítimade um acidente no lixão; e Tião, presidente da Associação de Catadores doJardim Gramacho, ambos possuem o hábito da leitura e apresentam caráter deliderança e superação. A história de vida de cada pessoa do aterro impressionapela emoção transmitida nos depoimentos, transformando a falsa impressão deVik antes da visita. Valter, o vice-presidente da Associação salienta dosprejuízos causados pela ausência da coleta seletiva nas residências e noconsumo excedente que aumenta a quantidade de resíduos destinados aoaterro. As filmagens ultrapassam o limite do lixão, mostrando a moradia doscatadores também. Suelem, uma das mulheres escolhidas por Vik, apresentasua casa no Jardim Gramacho. Condições mínimas de saneamento básico sãoausentes nas moradias construídas de madeira, e a higiene e conforto sãoprecários. A combinação entre instalação de um aterro irregular e alto índice depessoas pobres precisando de trabalho levam ao surgimento de comunidadesadjuntas ao lixão, já que a fonte de dinheiro vem da coleta de recicláveis emGramacho. A falta de planejamento e a acelerada ocupação irregular resultamem moradias irregulares e situações miseráveis de sobrevivência.
As imagens para o trabalho artístico foram obtidas por Vik através deuma câmera fotográfica, capturando diferentes perfis dos catadores deGramacho. Em sua oficina ele observa as fotos obtidas no aterro e escolhe aspessoas que vão trabalhar em suas obras. Ao convocá-los para o início dotrabalho, Vik esclarece seu objetivo, e como as fotografias seriamtransformadas em imagens sensacionais, constituídas apenas por resíduos.Durante o período de realização das obras, Tião relata um assalto armadoocorrido na cooperativa, ocasionando uma perda de R$12.000,00. Isso reforçaa ideia da insegurança e perigo nas comunidades mais pobres, e a ausência dapolícia nesses locais.Após trabalhar durante um bom período com os personagens do aterro,os artistas notaram um impacto na mudança de rotina drástica, passando dodia-a-dia no fétido lixão para um novo trabalho relacionado à arte, despertandonovas ambições aos ex-catadores. O reconhecimento profissional de Vikgarantiu uma vaga para uma de suas obras em um leilão de Londres,aumentando as expectativas no bom retorno financeiro e, consequentementesocial, proporcionado pelo tempo dedicado no jardim Gramacho. A decisão delevar uma pessoa simples e humilde para outro ambiente completamentediferente e encantador como Londres, causou questionamento em certomomento do documentário. A mudança drástica de ambiente e os sonhosalmejados pelos personagens de Gramacho poderiam causar constrangimentofuturo a essas pessoas? O artista de maneira otimista tentou visualizar ospontos positivos gerados pela sua interferência na vida deles, ocasionados poruma oportunidade raríssima de aprendizado independentemente da frustaçãofutura que isso pode gerar.O quadro com a imagem de Tião composta apenas por resíduos éfinalmente exposta em uma galeria em Londres, é seu primeiro contato comarte moderna, proporcionando-lhe novos conhecimentos a respeito do assunto.
A obra “Marat, Sebastião: Retratos do Lixo” é arrematada por 28 mil libras,equivalente a R$ 100.00 na época, causando elevada exaltação e emoção aTião e seus companheiros de trabalho. Em seguida todos os envolvidos nasobras são convidados a uma exposição de Vik Muniz, no Museu de ArteModerna do Rio de Janeiro. A desigualdade social é evidente nessas cenas,onde pessoas que nunca tiveram acesso a museus de arte se tornam autoresde obras apreciadas por outras classes sociais. Ao final do documentário, oautor principal visita seus colaboradores, presenteando-os com seus quadros.As reproduçõ
es de “Retratos do Lixo” realizadas por Vik Muniz renderam mais de 250 mil dólares. Como retorno para a Associação dos Catadores do Jardim Gramacho, foi comprado um caminhão, inaugurado um centro deensino e uma biblioteca com 15 computadores. Todos os catadores envolvidosna exposição mudaram suas vidas, alguns melhoraram suas condições, outrosapenas abandonaram o lixão, mas todos foram influenciados de uma forma oude outra por uma experiência única. Além do benefício financeiro, nota-se oaprendizado não somente dos catadores, mas também de Vik. Após aconvivência com todas essas pessoas, o artista certamente agregou novosvalores a respeito da comunidade do jardim Gramacho.O tema principal abordado pelo documentário foi a relação da arte com avida de pessoas humildes, focando na dificuldade e nas condições de vidatocante do cotidiano delas. Além do enfoque chocante na vida dos catadores,que não deixa de ser importante na sensibilização do telespectador, odocumentário deixa de apresentar realidades em relação ao prejuízo causadoao meio ambiente e na possível solução de problemas de saneamento e saúde das pessoas. A temática “lixo” vai muito além da coleta seletiva e da educação ambiental. Um planejamento urbano é essencial para estruturação dosaneamento básico principalmente em uma cidade em processo deurbanização. A coleta, transporte e disposição adequada de resíduos sólidossão totalmente contrárias ao apresentado no filme, começando pelo acessodireto de pessoas ao maciço de resíduos. Esses detalhes poderiam ser muitomais enfatizados com o objetivo de pressionar as autoridades e conseguirmudanças positivas em Gramacho. Apesar disso, a abordagem geral odocumentário gera resultados positivos na temática socioambiental, traz oassunto da geração excessiva de resíduos e a reciclagem, e também reflete adesigualdade social e condições absurdas de vida causadas pela urbanização.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Manejo de Ecossistemas

Manejo de Ecossistemas


Millenium Ecosystem Assessment ReportEcossistemas promovem o bem-estar humano através do fornecimento dos mais variados serviços. A gestão ecossistêmica é uma abordagem para o gerenciamento de recursos naturais enfocada na capacidade dos ecossistemas de suprir as demandas ecológicas e futuras necessidades humanas. 

A gestão ecossistêmica se adapta a necessidades emergentes, a novas informações e promovem o bem estar humano através dos serviços oferecidos.  Fomenta uma visão compartilhada de um futuro desejável da integração de perspectivas sociais, ambientais e econômicas ao manejo de sistemas ecológicos naturais  definidos geograficamente.

Selecionada como uma das seis áreas prioritárias da   estratégia do PNUMA para o período 2010-2013,  a gestão   ecossistêmica requer o desenvolvimento de metodologias,   mecanismos e instrumentos que o PNUMA vem   aperfeiçoando  e colocando à disposição dos países a sua   experiência em:

  • maior integração de abordagens ecológicas nos   processos de planejamento e desenvolvimento;

  • reforço de capacidades e apoio tecnológico para o uso de ferramentas de manejo do ecossistema (conservação, proteção, restauração, gestão sustentável, legislação, certificação);

  • Realinhamento dos programas ambientais e financiamento de medidas de proteção contra a degradação de serviços prioritários do ecossistema;  

  • Avaliação e monitoria  (ex. Indicadores, pesquisa etc);

  • Avaliação de riscos;

  • Definição de metodologias para o pagamentos por serviços ecossistêmicos, mecanismos de incentivos e financiamento;

  • Governabilidade entre gestores públicos, privados e atores sociais relevantes.

Tendo em vista que os serviços ecossistêmicos são interligados (ver figura abaixo) e não podem ser considerados isoladamente, o PNUMA promove uma perspectiva holística para lidar com aspectos como regulamentação, abastecimento, apoio e hábitos culturais, visando reverter o declínio de recursos através de uma maior resiliência e melhor funcionamento dos ecossistemas.

Seleção dos principais elementos  dos serviços de ecossistemas:


Serviços de Ecossistemas

Fig. 1. Representação esquemática dos serviços de ecossistemas selecionados pelo PNUMA, como categorizados nas Avaliações Ecossistêmicas do Milênio (controle, abastecimento, suporte e cultural). 

Clique aqui para saber mais sobre o trabalho do PNUMA em Manejo de Ecossistemas. 


IPECO - OFERECE: CURSO DE CAPACITAÇÃO: PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ATIVIDADE INDUSTRIAL E AGRÍCOLA

CURSO DE CAPACITAÇÃO: PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ATIVIDADE INDUSTRIAL E AGRÍCOLA - VÁRZEA GRANDE/MT - TURMA SETEMBRO/2013
Data: 06/09/2013
Valor: R$ 400,00


Curso de Capacitação: Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Atividade Industrial e Agrícola

06 á 08 de Setembro de 2013
Várzea Grande / Mato Grosso / Brasil

Curso introdutório para estudantes e profissionais interessados em conhecer ferramentas, abordagens e estratégias direcionadas a enfrentar os atuais desafios do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Atividade Industrial e Agrícola.

Objetivo:

Este curso é de suma importância, uma vez que há necessidade de capacitação de técnicos para conhecimento na área de resíduos e elaboração de planos de gerenciamento de resíduos sólidos – PGRS.

Plano que é parte integrante do processo de licenciamento ambiental e base para a liberação de licenças ambientais.

Nessa perspectiva, os planos deverão ser bases nas concepções, conceituações e outros impostos pela nova legislação pertinente.

O curso se propõe a apresentar ao aluno os tipos de resíduos sólidos, assim como, sua classificação e técnicas de tratamento e/ou disposição final para os gerados nos vários setores das atividades industriais e agrícolas licenciadas.

Capacitação de técnicos e Engenheiros para conhecimento na área de resíduos e elaboração do PGRS.

Local de realização do curso:
Auditório do Hotel Mangabeiras "ARAÇÁ"
Endereço: Avenida da Feb, 1.275 - Manga, Várzea Grande, Mato Grosso.

Data do curso:
02 á 04 de Setembro de 2013

Horário do curso:
Das 08:00 h ás 12:00 h e das 14:00 h ás 18:00 h

Público-alvo:
Profissionais de nível superior, acadêmicos de graduação, pós-graduação e nível técnico atuantes na área de meio ambiente ou interessado/trabalhadores do setor público ou privado em atuar na área de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Atividade Industrial e Agrícola.

Carga horária:
30 horas/aulas (Certificado)

Conteúdo programático:

1 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Industriais
PNRS – Lei 12305/2010;
Legislação ambiental específica sobre resíduos industriais;
Definição e classificação de resíduos sólidos industriais;
As principais fontes de resíduos sólidos industriais: identificação;
Etapas do gerenciamento dos resíduos sólidos industriais;
O gerenciamento dos resíduos industriais: importância e concepções;
Análise crítica quanto aos diversos tipos de resíduos: contribuições e inferências;
Localização para instalação de centrais de armazenamento de resíduos em relação às leis ambientais;
Sistemas de mitigação na geração de resíduos sólidos;
Localização de equipamentos possíveis de aproveitamento do resíduo;
Relação custo X benefício no gerenciamento do resíduo sólido;
Processo de gerenciamento de resíduos sólidos desde sua geração até a destinação final;
Conteúdo do Plano de gerenciamento de resíduos sólidos industriais;
Análise das tecnologias de tratamento e destinação final dos resíduos sólidos.

2 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Agrícolas
Legislação ambiental específica sobre resíduos agrícolas;
Definição e classificação de resíduos sólidos agrícolas;
As principais fontes de resíduos sólidos agrícolas: identificação;
Etapas do gerenciamento dos resíduos sólidos agrícolas;
O gerenciamento dos resíduos agrícolas: importância e concepção;
Monitoramento das etapas do gerenciamento dos resíduos industriais e agrícolas.

Metodologia:
O curso será presencial com aula expositiva e uma aula de campo, visita técnica, com vista técnica para vermos em campo trabalhos realizados na área.

Coordenador de Cursos de Capacitação:
Biólogo, Diretor/Presidente do Instituto IPECO - Professor Esp.Renato Dias de Moraes.  

Ministrante:
Engenheira Sanitarista – Professora Esp. Helen Farias Ferreira, SEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso) Gerente de Resíduos Sólidos Industriais e Agrícolas.

Currículo Plataforma Lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?
id=K4778229E0

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Licença de resíduos perigosos é emitida por órgão federal

Licença de resíduos perigosos será emitida por órgão federal

Da Reportagem

Desde maio deste ano a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) deixou de emitir a Autorização de Transporte Interestadual de Resíduos Perigosos. A partir dessa data, o documento passou a ser emitido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Instrução Normativa do Ibama (I.N.) nº 05/2012, de 09 de maio, publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de maio, dispõe sobre o procedimento transitório de autorização ambiental para o exercício da atividade.

A gerente de Resíduos Urbanos e Hospitalares, da Coordenadoria de Gestão de Resíduos Sólidos da Sema, Helen Farias Ferreira explicou que podem solicitar o documento, pessoas jurídicas e físicas que preencham os requisitos para emissão do Certificado de Regularidade Ambiental, de acordo com as regras estabelecidas do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais.

A I.N. 05/2012 estabelece em seu art 5º, que todas as empresas que realizem o transporte desses produtos são obrigadas a possuir a cópia da Autorização Ambiental, ou seja, a empresa transportadora, seja ela matriz ou filial, para cada veículo ou composição veicular utilizado no transporte.

De acordo com Helen Farias, a classificação dos Resíduos para preenchimento da Autorização é regulamentada pela Resolução nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, da Agencia Nacional de Transportes Terrestres. Segundo essa Resolução, resíduos para efeito de transporte, são substancias, soluções, misturas ou artigos que contém ou estejam contaminados por um ou mais produtos para os quais não seja prevista utilização direta, e que estejam sendo transportados para fins de despejo, incineração, ou qualquer outro processo de disposição final.

“A Sema não é mais o órgão responsável pelo controle de Resíduos Transportados entre estados porém, os resíduos movimentados somente dentro do território mato-grossense estão sujeitos a regulamentação específica por este órgão”, alertou.

Helen Farias esclareceu ainda que a Autorização não exclui as empresas do licenciamento ambiental exigido por lei. “Esse documento apenas autoriza a movimentação de resíduos perigosos entre os estados”.

Tanto a Instrução Normativa do Ibama como o Ofício Circular n° 038/2012/CGRS/SUIMIS/SEMA-MT, estão disponíveis no portal da secretaria, no endereço eletrônico:

http://www.sema.mt.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1803:autorizacao-de-transporte-de-residuos&catid=427:residuos-solidos-autorizacoescadastro&Itemid=509.

Outras informações podem ser obtidas na Coordenadoria de Gestão de Resíduos Sólidos (CGRS) da Superintendência de Infra-Estrutura, Mineração, Indústria e Serviços (Suimis), da Sema, pelo telefone (65) 3613-7302 ou pelo e-mail, cgrs@sema.mt.gov.br. (Maria Barbant/Sema-MT)


http://diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=418666

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que se espera de um Papa com esse nome?

O que se espera de um Papa com esse nome?
 qui, 14/03/13
por: Andre Trigueiro

 Ao homenagear Francisco de Assis na escolha do nome que o acompanhará ao longo do pontificado que se inicia, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, poderia se inspirar no poverello de Assis para promover algumas inovações na forma como a Igreja administra seu patrimônio e seu imenso rebanho. Respeitosamente, compartilharei aqui algumas sugestões sem a pretensão de que elas cheguem ao Vaticano – imerso em inúmeros problemas e desafios mais urgentes – mas a todos aqueles que compreendem a imensa responsabilidade que é tornar-se o primeiro Papa da história a chamar-se Francisco. 1 – Francisco de Assis veio ao mundo há oito séculos para constranger a opulência e poder político de uma igreja que se afastara dos princípios mais elementares do evangelho de Jesus. Como líder espiritual e chefe de estado, o Papa Francisco poderia dar o exemplo de austeridade sem precedentes na forma como a Igreja realiza suas compras, planeja suas obras físicas, organiza eventos e cerimônias, define logísticas de viagem e hospedagem, enfim, tudo o que represente consumo e posse de bens. Usar com parcimônia e moderação. Combater excessos de toda ordem. Ser simples por convicção e princípios éticos. 2 – Francisco de Assis é conhecido como o protetor dos animais, a quem sempre consagrou respeito e veneração. No mundo moderno, animais das mais variadas espécies ainda sofrem toda sorte de violência. Alguns são supliciados por diversão. Outros são alvos da crueldade obstinada de seus donos. As leis de proteção dos animais – presentes em vários países – não conseguem erradicar as muitas atrocidades cometidas contra os bichos. Os que são consumidos como alimentos foram reduzidos à categoria de “proteína animal”, o que credenciaria seus proprietários a tratá-los como se não houvesse ali um ser senciente, capaz de sentir dor. Papa Francisco tem a preciosa chance de denunciar tudo isso e defender protocolos éticos de criação, transporte e abate de animais, bem como a proteção das espécies silvestres. 3 – Francisco de Assis também é conhecido como o padroeiro da ecologia. No “cântico das criaturas”, eternizou a sacralização da natureza em suas múltiplas formas e expressões. O Papa Francisco tem a chance de reeditar o “cântico das criaturas” – versão século XXI – de forma ainda mais contundente em defesa da vida. Pode exercer sua enorme influência em favor dos recursos naturais não renováveis e dos ecossistemas ameaçados de extinção. Sem meio ambiente sadio e protegido não há “vida em abundância”, parafraseando o Cristo. Sem vida, a religião não faz o menor sentido. 4 – A abnegação em favor dos pobres – que o levou inclusive a renunciar a todos os bens e viver como eles – fez de Francisco de Assis um legítimo representante da caridade, do amor ao próximo e da abnegação de si mesmo em favor dos valores espirituais. Hoje sabe-se que as principais vítimas das mudanças climáticas, da escassez de água doce e limpa, da destruição da biodiversidade e de todas as manifestações de desequilíbrio ecológico em diferentes pontos do planeta são justamente os mais pobres. O Papa Francisco tem, portanto, a oportunidade de conjugar em um mesmo movimento apostólico as lutas em favor da inclusão social e do meio ambiente. São ações que se complementam e se misturam. Uma mesma causa. 5 – Que ninguém se iluda com o fato de o Papa Francisco ser o chefe de estado de um país que ocupa uma área de apenas meio quilômetro quadrado com aproximadamente novecentos moradores. Ele é o líder espiritual de 1,2 bilhão de pessoas. O que disser, o que fizer, o que escrever, seus gestos, suas companhias, hábitos e comportamentos, risos e reprovações terão repercussão imediata mundo afora. Usar isso em favor dos valores franciscanos – humildade, simplicidade, fraternidade, abnegação em favor dos pobres, etc – fará toda a diferença. 6 – O Papa Francisco terá vez, voz e voto nos encontros multilaterais da ONU que discutem os rumos do planeta. O novo Papa pode tornar o Vaticano ainda mais ativo e presente nesses debates, qualificando seus negociadores e mobilizando católicos do mundo inteiro a acompanhar os rumos desses acordos (sobre clima, biodiversidade, água, desertificação,etc) e pressionarem pelo sucesso deles. 7 – Mesmo nas miudezas do dia-a-dia em seu novo endereço, o Papa Francisco poderá promover ajustes em favor da ecoeficiência. Consumo inteligente de água e energia, segregação de resíduos, compras públicas sustentáveis, frota de veículos mais econômica (quem sabe uma versão elétrica do papamóvel?) são medidas que podem ser otimizadas no Vaticano e estimuladas pelas paróquias do mundo inteiro. Quem sabe o novo papa interfira desde já nos protocolos do próximo conclave, e substitua por decreto o ritual de carbonização das cédulas (que sinaliza os rumos das votações pela cor das fumaças) por algum outro método que não polua ainda mais os céus de Roma? Seja qual for o rumo que o Papa Francisco decidir tomar, terá pela frente, pelo resto de seus dias (ou de seu pontificado, posto que há o precedente da renúncia) um nome forte, emblemático, pleno de significado que marcará seus passos como o sucessor de Pedro. A simplicidade como guia, a pobreza como referência, a natureza como objeto de veneração e respeito. Que o Papa seja sempre Francisco.

Andre Trigueiro
http://g1.globo.com/platb/mundo-sustentavel/2013/03/14/o-que-se-espera-de-um-papa-com-esse-nome/

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aterros recebem toneladas de ouro e prata por ano.


O valor dos metais empregues soma cerca de 21 mil milhões de dólares – 16 mil milhões de dólares em ouro e 4 mil milhões em prata – a cada ano e, quando os aparelhos são descartados, menos de 15% do ouro e da prata são recuperados.
O resultado da acumulação constante é que o lixo electrónico mundial contém «depósitos» de metais preciosos de 40 a 50 vezes mais ricos do que os contidos no subsolo, de acordo com dados apresentados na semana passada numa reunião organizada pela Universidade das Nações Unidas e pela Global e-Sustainability Initiative (GeSI) no Gana, África.
As quantidades de ouro e prata que vão parar ao lixo aumentam à medida que crescem as vendas de aparelhos como os tabletes, cujas vendas em 2012 deverão chegar a 100 milhões de unidades em todo o mundo, número que deverá dobrar até 2014. Produtos eléctricos e electrónicos consumiram 197 toneladas em 2001, equivalentes a 5,3% da oferta mundial do metal. Em 2011, foram 320 toneladas, com 7,7% do total disponível.
Apesar do crescimento de cerca de 15% na oferta de ouro na última década, o preço do metal disparou, aumentando cinco vezes entre 2001 e 2011, segundo o levantamento.
"Em vez de olharmos para o lixo electrónico como um fardo, precisamos de encará-lo como uma oportunidade", disse Alexis Vandendaelen, representante da Umicore Precious Metals Refining, da Bélgica, durante o evento. De acordo com os especialistas, além de melhores padrões de consumo sustentável, os sistemas de reciclagem precisam de melhorar para lidar com o novo tipo de lixo, mais valioso, porém mais difícil de trabalhar do que plástico ou papel.




http://www.abes-dn.org.br/noticias_abes_aterros_recebem_toneladas_de_ouro_prata.php

Engenheiro sanitarista



O que é ser engenheiro sanitarista?

A engenharia sanitarista é a área que trata da exploração e do uso dos recursos hídricos. Os engenheiros sanitaristas são os profissionais responsáveis pelo diagnóstico, elaboração e coordenação de projetos de saneamento básico e de obras sanitárias. O trabalho desse profissional também envolve a fiscalização, a manutenção e ampliação de projetos que melhorem a qualidade de vida da população, como os de água, sistemas de tratamento, esgoto, drenagem e irrigação pluvial, limpeza urbana e de resíduos. O trabalho dos engenheiros sanitaristas é muito importante para as áreas social, de saúde e ecológica, pois além de visar o bem estar social, também é uma forma de prevenir doenças, sempre visando a preservação e diminuição dos danos ambientais, promovendo um desenvolvimento sustentável. Os engenheiros ambientais atuam promovendo o desenvolvimento sustentável.

Quais as características necessárias para ser um engenheiro sanitarista?

Para ser um engenheiro sanitarista, são necessários conhecimentos das áreas ambiental, de hidráulica, de hidrologia e outros conceitos que serão abordados no curso de formação. Além disso, outras características interessantes são:
  • gosto pela natureza
  • interesse por questões ambientais e sociais
  • capacidade de organização
  • capacidade de observação
  • interesse pelas tecnologias e metodologias da área
  • visão de projeto
  • disciplina
  • paciência
  • responsabilidade
  • método
  • facilidade para expor situações

Qual a formação necessária para ser um engenheiro sanitarista?

Para ser um engenheiro sanitarista é necessário diploma do curso superior de Engenharia Sanitária e Ambiental, que tem a duração média de cinco anos. Esse curso tem por objetivo habilitar o profissional nas metodologias e tecnologias de projeto, diagnóstico, construção, manutenção e operação de sistemas ligados principalmente ao aproveitamento dos recursos hídricos e ao saneamento básico. Como em todas as engenharias, os primeiros dois anos de curso são voltados ao estudo de matérias básicas como matemática, física, química e biologia, e depois o ensino é voltado às matérias de sistemas hidráulicos, hidrologia, metodologias de tratamento de água, controle de poluição, geologia, topografia, qualidade da água, resíduos sólidos urbanos, entre outras que fazem parte da grade curricular do curso. Para exercer a profissão de engenheiro sanitarista é necessário registro no CREA - Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia.

Principais atividades

  • diagnosticar problemas relacionados às redes de água e de esgoto e aos sistemas de saneamento
  • analisar e orientar o uso dos recursos das bacias hidrográficas
  • analisar a qualidade da água e diagnosticar problemas existentes, na tentativa de elaborar soluções ou métodos para atenuar os danos ambientais
  • elaboração de projetos e obras hidráulicas que visam a melhoria da qualidade de vida da população
  • fiscalização dos sistemas de tratamento de água existentes e elaboração de projetos de melhoria e ampliação
  • fiscalização dos serviços de esgoto existentes e elaboração de projetos de melhorias e ampliação
  • elaboração de projetos de preservação ambiental e controle da poluição, sempre buscando promover um desenvolvimento sustentável
  • coordenação de projetos de saneamento básico
  • construção de canais de irrigação e drenagem pluvial
  • realização de projetos de limpeza urbana e de eliminação dos resíduos sólidos da melhor forma possível, visando sempre a preservação ambiental
  • monitoramento dos projetos de saneamento básico, elaborando maneiras de estendê-lo, na tentativa de que ele atinja a maior parcela possível da população

Áreas de atuação e especialidades

  • Captação, tratamento e distribuição de água: nessa área, o profissional trabalha com a elaboração de projetos de captação dos recursos hídricos, com tecnologias e métodos de tratamento da água, além da fiscalização do tratamento e verificação da qualidade da água e de projetos de distribuição da água potável para a população, estabelecendo as melhores formas e métodos pata tal.
  • Gestão, coleta e tratamento de efluentes hídricos e atmosféricos: esta área analisa os danos ambientais, estuda os métodos de coleta e de tratamento de recursos hídricos contaminados ou poluídos, visando sempre a preservação do meio ambiente.
  • Coleta e tratamento de resíduos sólidos urbanos e industriais: área que estuda os métodos de coleta e tratamento de resíduos sólido, aplica tecnologias na tentativa de eliminar do meio ambiente a poluição gerada pela urbanização e industrialização de grandes cidades.
  • Operação de sistemas de tratamento de água e efluentes: área que é especializada em tecnologias de tratamento da água, pesquisando novos métodos e procurando evitar os danos ambientais
  • Avaliação de impactos ambientais: área responsável pela produção de relatórios de danos ambientais, procurar as causas e propor soluções para a minimização desses danos
  • Planejamento dos recursos hídricos: área responsável por planejar a utilização dos recursos hídricos e elaborar formas de economia de água e de preservação desse recurso
  • Manejo de bacias hidrográficas: área responsável por elaborar planos de exploração das bacias hidrográficas, sempre visando a preservação ambiental
  • Drenagem urbana e rural: responsável por planejar a drenagem da água em áreas urbanas e rurais
  • Educação ambiental: responsável por conscientizar a população da importância dos recursos hídricos e da necessidade de promover um desenvolvimento sustentável nesse setor

Mercado de trabalho

A necessidade de profissionais nessa área é sempre grande no Brasil, devido à precariedade dos sistemas de saneamento básico e de abastecimento de água potável. O mercado de trabalho é promissor, principalmente no setor público, pois a maioria desses serviços é de responsabilidade das prefeituras, secretarias estaduais e federais, além de órgãos de planejamento e controle ambiental. Atualmente, também cresce o número de empresas privadas preocupadas com a situação do meio ambiente e suas conseqüências a médio e longo prazo e com as pressões legais acerca da questão da poluição. Essas empresas caracterizam um novo mercado para o engenheiro sanitarista, que baseado em seus conhecimentos pode propor soluções para alguns desses problemas. As ONGs ligadas ao meio ambiente também empregam bastante na área sanitária.

Curiosidades

O patrono da engenharia sanitária no Brasil foi Francisco Saturnino de Brito (1864 - 1929), profissional que por muitos anos se dedicou à pesquisa no setor, e depois ao ensino, formando muitos profissionais de alto padrão. Seu invento mais conhecido que colaborou imensamente para a evolução da engenharia sanitária foi o tanque fluxível, utilizado no Brasil e em toda a Europa no séc XX, só abandonado na década de 70, quando foi substituído pelo cálculo das redes de esgoto baseado na tensão tratativa. Saturnino escreveu diversas obras técnicas, que foram estudadas na França, Inglaterra e nos Estados Unidos.

Onde achar mais informações?



"Profissional que é perito em assuntos sanitários"
Fonte: Redação Brasil Profissões

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dia 29/06 - Dia do Pescador

A pesca predatória retira do ambiente aquático mais do que ele consegue repor, levando a consequências desastrosas: pode limitar a produtividade pesqueira – com impacto social – e comprometer o equilíbrio ecológico. Dentre as atividades realizadas de forma ilegal, destacam-se as pescas com explosivos, a pesca com redes, e a pesca com tarrafas, espinhel, entre outras.


A biodiversidade de águas continentais e, portanto, os peixes, enfrentam distintas ameaças quanto a sua conservação. Dentre elas destacamos: a pressão exercida pela pesca - comercial e esportiva; o desmatamento de matas ciliares; o uso inadequado de terras para agropecuária; o assoreamento dos corpos d'água, a poluição de várias origens e os problemas decorrentes da introdução de espécies , já os peixes marinhos enfrentam as mesmas ameaças, com algumas variáveis distintas, como a substituição de desmatamento de matas ciliares por devastação das áreas de mangues.

O Coordenador-geral de Autorização do Uso e Gestão da Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, José Dias Neto, em entrevista à Revista das Águas, respondeu em que as circunstâncias sociais, econômicas, políticas, institucionais, etc. contribuem para que essas ameaças existam. Para ele as ameaças para conservação da biodiversidade aquática apresentam circunstâncias de distintas ordem e significância, entretanto todas são relevantes. Do ponto de vista social, é inegável a demanda crescente por alimento, emprego e renda. É indubitável, ainda, no imaginário popular, a infinita riqueza das nossas águas, ao tempo em que não existe, no seio da sociedade, uma percepção dos riscos que essas vertentes trazem para a conservação dos recursos. Agrava o quadro o fato de que não existe conhecimento, disseminado junto à sociedade, da grave situação de sobrepesca dos principais recursos pesqueiros no Brasil e no mundo.

Sob os aspectos econômicos, é forte a percepção, entre os especialistas, de que a demanda por alimento (proteína) de excelente qualidade, associada ao imediatismo ou à busca do lucro fácil, têm sido os agentes primeiros de ameaça à conservação da biodiversidade aquática. Em complementação aos aspectos anteriores, os subsídios governamentais, mascarando o ponto de equilíbrio das pescarias, contribuem para agravar o excesso no uso dos recursos pesqueiros mais importantes.

As políticas focadas na expansão da produção, sem o prévio conhecimento científico dos limites e possibilidades de exploração de cada estoque, a histórica dissociação do uso dos instrumentos de comando e controle, e econômicos (incentivos creditícios e fiscais), têm sido apontadas como fundamentais para o fracasso do uso sustentável dos recursos aquáticos.

Os aspectos institucionais têm seu papel e, certamente, o mais significativo está relacionado com a histórica fragilidade do Estado brasileiro em distintos níveis e, em especial, para enfrentar as pressões dos usuários diretos dos recursos pesqueiros. É inegável, ainda, o inadequado e, mesmo, ilegítimo sistema de representação das organizações de classe de pescadores, armadores e industriais, onde dominam lideranças que, majoritariamente, não representam ou defendem os reais interesses de seus representados. As estruturas do Estado têm se mostrado também, historicamente, despreparadas, desaparelhadas e com insuficiente orçamento para desempenharem suas missões.
É visível que o estado não conseguirá acabar com a pesca predatória, nem mesmo com a contratação de mil homens em campo, uma vez que o esquema realizado é muito grande por estes que querem usufruir de nossos recursos pesqueiros de maneiras indiscriminatórias. Vemos que somente que com educação ambiental e com incentivo a criação de peixes em cativeiros que poderemos diminuir a pressão em cima do meio ambiente e poderemos enfim comemorar este dia com mais tranquilidade.