quinta-feira, 19 de maio de 2011

Licenciando Cemitérios




O licenciamento dos cemitérios é de grande importância, uma vez que a atividade possui potencial contaminador, em especial no que diz respeito ao lençol freático e à sua exploração para o consumo humano nas circunvizinhanças das necrópoles, decorrente dos efluentes de decomposição cadavérica. Este consenso, em grande parte, é corroborado pela analogia do que ocorre nas áreas de disposição de resíduos sólidos orgânicos no solo - “resto de exumação” e seu “chorume”- (SILVA, 1999).
O líquido funerário gerado no processo de putrefação é conhecido por “necrochorume”, que se caracteriza pela grande quantidade de microrganismos, muitos dos quais patogênicos (MATOS, 2001). Em determinadas condições geológicas, o necrochorume atinge o lençol freático praticamente íntegro, com suas cargas químicas e microbiológicas, desencadeando contaminação e poluição. Os vetores que são assim introduzidos no lençol freático, em consequência de seu escoamento, podem ser disseminados no entorno imediato e mediato das necrópoles, com o risco de atingirem grandes distâncias caso as condições hidrogeológicas assim o permitam (SILVA, 2000). Alguns dos organismos suscetíveis de ensejar as doenças de transmissão hídrica são: as do gênero Clostridium (tétano, gangrena gasosa, toxi-infecção alimentar), Mycobacterium (tuberculose), Salmonella typhi (febre tifóide), Salmonella paratyphi (febre paratifoide), Shigella (disenteria bacilar), vírus da Hepatite A, etc. (SILVA, 2000). Daí a relevância do controle e licenciamento dessa atividade.
O licenciamento ambiental dos cemitérios deve ser requerido pelo gestor do empreendimento. No caso de cemitérios públicos, a prefeitura municipal; já para os cemitérios privados, o seu gerenciador. A Coordenadoria de Gestão Resíduos Sólidos, em atendimento as Resoluções CONAMA nº 335, de 03/04/2003, nº 368, de 28/03/2006 e nº 402, de 17/11/2008, notificou, a partir de 2006, cemitérios instalados no Estado de Mato Grosso. Esta operação gerou um montante de 170 notificações.

Este art foi redigido por mim e publicado na Panceflor - revicta eletrônica da SEMA.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gerenciando Resíduos….



Virou moda a reciclagem e isso é realmente maravilhoso, uma vez que quanto mais recicladoras, menos residuos são encaminhados para o aterro sanitário.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos sancionada em 2010, estabece que a partir 2014 nao mais será permitido o envio de residuos para aterro sanitário, apenas rejeitos, assim estas iniciativas positivas vão de encontro a Política.
Apesar de tratar -se de uma atitude nobre, para darmos início a atividade de recolhimento e acondicionamento de residuos, principalmente os perigosos e os que possam geram riscos ambientais, debe-se primeiramente adequar-se. Exemplo seria uma empresa que pretende recolher óleo queimado para envio para rerrefino obedecendo a resolução Conama que estabelece que todos óleo contaminado deverá ser rerrefinado. Se recolhermos estes residuos e não tivermos um local próprio e adequado para armazenar estes residuos, poderemos estar apenas mudando o local da contaminação, uma vez que o óleo poderá derramar, contaminar o solo e as águas.
Qualquer atividade gera impacto ambiental quando mal gerenciada, assim devemos primeiro nos orientar para verificar as formas mais adequadas para manipula;cão, armazenamento e transporte dos residuos gerados.
Outro ponto importante é a inclusão de catadores nos projetos de resiclagem, conforme estabelecido na Política.

Questões para instalação de Aterro sanitário

Para implantação de qualquer atividade potencialmente poluidora primeiramente o empreendedor deverá iniciar o licenciamento ambiental, seguindo as fases estabelecidas no ógão ambiental.
No Caso da SEMA, antes da entrada do pedido de LP, deve-se avalliar a área para implantação do mesmo, esta escolha se dará atendendo o roteiro especicífico de escolha de área. Para tanto deve-se ter no mínimo 3 áreas distintas para, uma vez que cada uma apresentará suas próprias características.
Para escolha da melhor área deve-se primeiramente manter as distâncias mínimas de APP estabelecidas em leis vigentes.
Após verificar se a área atende as leis em relação a APP, inicia-se novos estudos e verificações de outras legislações específicas. Como exemplo, verificando a distancia de aeródromos, resídências, áreas indústriais, plano diretor da cidade, e outros.
Deve-se avaliar a parte biótica (fauna e flora), física da área como profundidade do lençol freático, tipo de solo, relevo, qualidade das águas, ar e solo, entre outras questões sinalizadas pelos órgãos.
Pontos relevantes para o estudo da área:
- tamanho da área disponível prevendo uma vida útil do aterro,
- Estar distante de centros habitados;
- Priorizar área com menor valor paisagístico, se possível dar preferencia a áreas degradadas, uma vez que pode-se usar o aterro na recuperação da mesma; (ex. Área de antigo garimpo, regularizando o terreno)
- Priorizar área sem cobertura vegetal e compouca visibilidade da população;
- Possuir material de cobertura suficiente;
- Verificar ventos predominantes;

NO Brasil temos a ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas, como responsável por estabeler normas técnicas para a realização de projetos, construção e operação de aterros sanitários.
Outro ponto importante após a aprovação da área é o projeto técnico para implantação do aterro.
Por mais simples que seja o aterro, após a Lei da Política Nacional de Residuos Sólidos publicada em 2010, os aterros somente poderão receber os rejeitos, não sendo consebível o envio de residuos recicláveis ao aterro, assim os mesmos deverão ser projetados com a fases de implantação, com triagem, compostagem e aterro para rejeitos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lixão ou Aterro


Implantação de Aterro Sanitárionão é uma questão de ambientalista ecochato é uma questão de Saúde pública..... Em minhas andanças tenho percebido que as pessoas não sabem exatamente a diferença entre aterro sanitário e lixão, e isto tem me deixado ainda mais preocupada. Participei de uma audiência pública e sei que a maioria das pessoas não entendiam o que era esta obra tão importante para a saúde pública e para o meio ambiente.
O que temos que perceber é que lixão é a forma mais errada de depositar lixo, temos nestes locais urubus, chorume – liquido preto e fétido gerado pela decomposição do lixo, odor desagradável, catadores, poluição do solo, das águas superficiais e subterráneas. O Aterro é a forma correta de dispor os residuos, após a retirada dos materiais recicláveis presentes no lixo, o restante é disposto no aterro, local este com manta impermeabilizadora, com captadores de chorume e captadores de gases.
Um aterro sanitário bem operado não gera os problemas ambientais que estamos acontumados a ver nos lixões, o problema é que ainda não vemos este tipo de empreendimento com frequência, pois a população ainda não cobra de seus políticos a obrigação de dar a destinação adequada a seus residuos e deixamos que nossos residuos sejam depositados em terrenos baldios, causando à população, muitas vezes danos irreparáveis.
Precisamos saber mais profundamente as questões ambientais para evitarmos as frases feitas de ecochatos e outros.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mudanças...

Ai socorro!! Mudanças de novo, entra governo sai governo e como sempe mudanças… Muitas foram positivas e isso é muito positivo e gratificante, o problema é quando vem pessoas sem entendimentos reis, apenas para ocupar cargos políticos, gente! É TRISTE, TRAUMATIZANTE ….
Este ano pensamos que seria diferente afinal o governador estava com o ex e achamos que já estaba tudo certo, mas pasmem, como muitos já haviam dito, após 8 anos, teremos grandes mudanças.
Penso que este não seria a hora de tanta mudança, afinal temos a copa do mundo chegando e inúmeras obras a serem realizadas e pior que isso MUITO dinheiro rolando na mãos de muitos. Isso é desesperador.
Temos que confiar mais uma vez que tudo vai dar certo e que os homens que elegemos e que estarão na frente de tudo farão o melhor que puderem e no fim tudo dará certo.
Gente vamos juntos ficar de olho e cobrar… Só assim teremos um estado ainda melhor…

domingo, 22 de novembro de 2009

LIPO A LASER - O QUE HÀ DE MELHOR


Vaidade sim. Mas com cautela e precaução. Estou aqui para passar minha experiência a vocês.
Pela segunda Vez em minha vida, passei por uma lipo, sim! segunda vez, alguns podem pensar, pura vaidade. Olha! vaidade sim, mas não foi por pura vaidade e muito menos por relaxo. Na verdade foi para retirar e melhorar auguns pontos. A primeira vez que fiz foi para reduzir principalmente o meu quadril que era muito grande, coisa de família, coisa que a lipo tradicional faz mto bem, sequei bastante. Na época a 8 anos atrás, foi muito bom, apesar de todo desconforto que a Lipo tradicional traz. Nos deixa extremamente dolorido, roxo , nos deixa fraca e a recuperação é lenta, e infelizmente deixa a pele mais flácida, que para mim acho que 'e o mais complexo.
Ai resolvi testar esta novissima tecnica para tirar a gordurinha localizada adquirida na gravidez e para fazer a experiência que falaram que esta lipo laser traz de reduz a flacidez.
Fiz a LIPO LASER e AMEI, realmente foi muito interessante.
- Anestesia é local;
- Nao fiquei preta nem roxa;
- No outro dia estava em uma festinha;
- Acordei e sai andando, pasmem levantei sozinha e sem dor; Alias muito engraçado, tinha uma senhora querendo fazer a lipo, ai entrei na recepção e dei de cara com médico conversando com ela, falei com ele e disse que já ia, e ala ficou olhando e me perguntou " - Você fez lipo?" ai eu falei que sim, ela na hora olhou para a secretária e falou, "- por favor, marque a minha lipo para amanhã." Foi muito interessante.
- Minha recuperação foi muito boa...
Bom! como a outra fiquei inchada, mas não foi como da primeira vez, nem tão inchada, e 20 dias depois já se percebia claramente que estava melhor, assim como a outra apos tres meses vemos claramente a diferenca..
As mudanças são claras em tudo, na redução das medidas, na redução da flacidez.
Mas é claro que é uma intervenção cirúrgica, então temos que cuidar, mas é muito tranqüilo e eu amei...
Alias a lipo ou qualquer intervenção que te deixa melhor esteticamente melhora e renova a cabeça.
Mas estou malhando, porque a lipo tira, mas o sedentarismo traz a gordura de volta.
Espero que tenha deixado uma experiência legal aqui para vocês.
Eu fiz...

sábado, 7 de novembro de 2009

Novembro é o início da piracema...


A Piracema chegou.

O período de defeso da piracema foi criado: “A partir do momento em que um recurso começa a dar indícios de que esteja decaindo, é preciso propor normas, permitindo àqueles que vivem da pesca a continuidade da atividade, mas também a possibilidade de que os peixes continuem existindo. O defeso da piracema é apenas uma das medidas instituídas para que a pesca seja sustentável”, explica o analista ambiental Michel Lopes, do PNDPA (Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora – Ibama).

No Brasil, o período de piracema inicia-se — em geral — em novembro. Os peixes procuram a cabeceira em busca de águas rasas e calmas, onde vão desovar. Os ovinhos liberados são carreados rio abaixo, as larvas nascerão e entrarão nas lagoas marginais. Esse ciclo é essencial para o evento reprodutivo. Como explica Michel Lopes, trata-se não só de uma necessidade ecológica do peixe-reprodutor e dos filhotes, mas também de uma defesa: “Nessa época, a água está suja, e isso diminui a ação dos predadores”.

As espécies de peixes desovam em tempos diferentes. O analista ambiental do Ibama explica que o pacu, aracu, curimatã, entre outros, reproduzem-se primeiro. Logo em seguida desovam o dourado, pintado, jaú e cachara. A sincronia da natureza é determinada pelo hábito alimentar, para que determinados filhotes não devorem os demais.

Tornando habitual
O período de defeso da piracema foi instituído por decreto-lei e está regulamentado pela Lei n º 7.679, de 23 de novembro de 1988. Por meio do Ibama, o defeso de piracema se ajusta às bacias brasileiras, cada qual com regras próprias

E por que existem restrições à pesca?
O instinto de perpetuar a espécie fala mais alto, por isso durante a piracema, o apelo para reprodução é tão intenso que os peixes se descuidam de suas estratégias de proteção e ficam muito vulneráveis. Tornam-se presa fácil. "A viagem de centenas de quilômetros os deixa extenuados. Aí os pescadores aproveitam-se dessa fragilidade para capturá-los facilmente. Pior: em grandes quantidades", explica Rômulo Mello. "Agindo desse modo, interferem em todo o processo de perpetuação da espécie e renovação dos estoques, que será sentido na diminuição do tamanho dos peixes e na quantidade disponível para a pesca nos anos subseqüentes. Por isso é tão importante a proteção dos peixes na época da piracema", acrescenta o diretor do Ibama e alerta: "Até a viagem de barco - só a passeio pelo rio - já é prejudicial. Os motores das embarcações não só dispersam cardumes, como provocam movimento das águas que acabam por influenciar no número de ovos fecundados, evidente que prejudicando terrivelmente a reprodução".

Fonte: http://www.gorgulho.com/2007/reportagens.php?id=14
http://www.pescapara.com.br/site2/index.php?option=com_content&view=article&id=420:sobre-a-piracema&catid=53:hideki-yokoyama