quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os lucros da produção sustentável

Giovana Girardi, de O Estado de S.Paulo

Estudo feito com Monsanto e Natura mostra que a produção de soja e dendê aliada à proteção ambiental garante valor até 200% maior .
Qual é o impacto de substituir uma vegetação nativa pela produção agrícola? A pergunta, geralmente respondida com uma lista de conhecidos benefícios que as florestas prestam para a sociedade e para a própria agricultura, acaba de ganhar uma explicação mais concreta: um valor.

Não preservar o ambiente pode causar prejuízos reais ao produtor. É o que mostra o projeto Teeb (Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) para o Setor de Negócios Brasileiro, que estabeleceu uma valoração para os serviços ambientais - ou para o "capital natural", como eles chamam - em dois estudos de caso: um com a Monsanto e outro com a Natura.
O trabalho, coordenado pela ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) e baseado no modelo do Teeb global, considerou diferentes práticas agrícolas na produção de soja e de óleo de palma (dendê) em estudos pilotos nas plantações das duas empresas.
Ao considerar nos cálculos o valor da biodiversidade e dos serviços que ela presta, como proteger o solo da erosão ou garantir a oferta de água, o valor da produção nos cenários em que houve adequação ao ambiente foi maior do que na situação tradicional de cultivo - o chamado "business as usual".
No caso da Natura, os pesquisadores compararam os dados de um hectare de monocultura de palmeira de dendê, de onde se extrai o óleo de palma, com os de um hectare de um sistema agroflorestal, que combina árvores nativas, como cacau e maracujá, com os dendezeiros. Ambos localizados no Pará.
No cenário agroflorestal, o valor ambiental total da produção - calculado pela diferença entre os ganhos prestados pelos serviços florestais e os impactos ao ambiente e à sociedade provocados pela cultura plantada - foi 200% maior que na versão "business as usual".
No estudo da Monsanto, realizado no oeste da Bahia, comparou-se um hectare de terra coberto só com a monocultura de soja com um outro em que a cultura convive com o Cerrado - bioma hoje mais ameaçado do Brasil e também por onde a soja mais se expande. Neste segundo cenário, baseado na proporção definida pelo Código Florestal - 80% de área cultivada e 20% de Reserva Legal -, o valor ambiental foi 11% maior que no cenário só com a monocultura.
Visibilidade. "A vantagem desse trabalho é trazer à tona um valor que até então era invisível, mas que é fundamental nas análises de risco da empresa. Está cada vez maior a expectativa de que se comece a cobrar pela poluição gerada por uma produção. Isso eventualmente pode ser colocado nos cálculos da compensação ambiental", afirma a bióloga Helena Pavese, coordenadora do projeto na CI.
"Mas não é só uma questão de impactos. As empresas utilizam o capital natural como base para seus negócios. Mudanças na oferta e qualidade deste capital afetam seu desempenho. Com esta abordagem de valoração, pudemos mostrar em cifras, e não tanto quantitativamente, como a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos são importantes para a empresa."
Uma das expectativas do trabalho é que os resultados possam eventualmente ser incorporados nos processos decisórios das empresas. É o que planeja a gerente de responsabilidade social, corporativa e de sustentabilidade da Monsanto, Daniela Mariouzzo, que coordenou o trabalho na empresa.
"Não é de hoje que se discute como produzir mais alimentos, preservar a natureza e que isso seja viável economicamente no longo prazo. Como beneficiar todos os envolvidos nisso? A resposta passa por trazer algo concreto para a mesa. Acho que esse estudo é um começo para o debate. Mas ainda não é algo completamente consolidado", diz.
"Os números traduzem o que já se conhece na prática: produzir soja sem o Cerrado afeta o clima, a polinização, a conservação da água. E trazem mais argumentos para debater com todos os atores." Ela afirma que o próximo passo é trabalhar mais o estudo dentro da empresa, principalmente com outros setores, como o de avaliação de riscos, e com os produtores rurais.
Mais a longo prazo, a ideia é usar esse tipo de informação para desenvolver um mecanismo que remunere os produtores que preservem o Cerrado. Por lei, eles já são obrigados a isso, e quem não cumpre tem de se regularizar. "Mas podemos pensar numa forma de pagar quem quiser proteger além do que manda a legislação", defende.
Cadeia. Na Natura, o estudo se inseriu em um processo mais amplo - iniciado em 2010 e já incorporado na decisão dos negócios -, que prevê avaliar toda a cadeia de suprimentos, da extração da matéria-prima à entrega do produto ao consumidor. Em relação ao óleo de palma, matéria-prima para a produção de sabonetes, a empresa vinha buscando a alternativa do sistema agroflorestal há cinco anos em parceria com a Embrapa.
"Já sabíamos que havia uma viabilidade técnica, em escala pequena, mas não sabíamos o valor disso. Só do ponto de vista econômico, a monocultura parece mais eficiente, uma vez que tem produtividade alta por causa da mecanização. Mas o estudo mostrou outros valores ambientais e sociais que o modelo tradicional não olha", diz Luciana Vila Nova, gerente de sustentabilidade da Natura. No futuro, diz ela, a ideia é conseguir mostrar o valor ambiental de cada produto da empresa.
ENTENDA COMO FOI FEITO O CÁLCULO
Para fazer o cálculo do valor ambiental da produção de soja e de óleo de palma, os pesquisadores compilaram uma série de estudos já disponíveis na literatura científica que, individualmente, já haviam aplicado um valor monetário às quantidades físicas de capital natural.
O número estimado para um hectare de cada cenário foi obtido com a soma dos serviços ecossistêmicos subtraídos da soma dos impactos. Contam como serviços a capacidade de provimento (de alimento, água doce, madeira, combustível, fibras e outros recursos) e de regulação (do clima, da água e o controle da erosão) daquele ambiente. Como impactos agrícolas diretos são considerados poluição do ar e da água e emissões de gases de efeito estufa.
Também foram levados em conta valores de mercado, quando eles já existem, como é o caso da madeira e de créditos de carbono. Por exemplo: o preço do carbono, segundo o relatório Stern do governo britânico, taxado em R$ 233 por tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente, foi usado para valorar as emissões de gases de efeito estufa.
No estudo da Natura, o valor ambiental total obtido com os sistemas agroflorestais com óleo de palma é três vezes maior do que aquele obtido com a monocultura do óleo de palma – R$ 410.853 por hectare, contra R$ 122.253 por hectare, durante a vida útil de 25 anos da plantação. Esse resultado foi obtido principalmente porque os impactos da monocultura são quatro vezes o impacto dos sistemas agroflorestais.
Na Monsanto, o valor da produção de soja aliada à conservação do Cerrado é 11% maior que a monocultura de soja – respectivamente R$ 1.139 por hectare ao ano, contra R$ 1.031.
O modelo adotado no estudo foi baseado no Teeb global, lançado em 2010 pelo economista indiano Pavan Sukhdev em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente. O estudo estimou que o custo anual da perda da biodiversidade fica entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,os-lucros-da-producao-sustentavel,179721,0.htm

sábado, 19 de outubro de 2013

Resenha do Filme Lixo Extraordinário


http://www.youtube.com/watch?v=FGjEk3SiXkE


Gestão Urbana 
Prof. Francisco Del Moral HernandezAutor da resenha:
 Willian Kazuhissa Kohra: 720437
Resenha do documentário “Lixo Extraordinário” (“Waste Land”, 2009 direção: Lucy Walker)

                              O documentário “Lixo Extraordinário” retrata um trabalho do artistaplástico Vik Muniz e seu envolvimento com catadores do lixão de JardimGramacho  – RJ. Vik realiza obras de arte com ajuda dos catadores, utilizandoos materiais encontrados no lixão para formar imagens incríveis dostrabalhadores locais, transformando suas vidas. Além da criatividade e belezadas obras, o documentário apresenta a realidade de pessoas que vivem emcondições críticas de pobreza e saneamento, e também no problema ambientalda disposição de resíduos sólidos.
Brasileiro e reconhecido mundialmente, o artista Vik Muniz já foi pobre eviveu em um bairro de classe média baixa em São Paulo. Conseguiu dinheiropor causa de um acidente e foi para os Estados Unidos, assim começou comtrabalhos simples e conseguiu sucesso com suas obras artísticas. É reconhecido por incorporar “ (...) objetos do cotidiano no processo fotográfico para criar imagens ousadas e geralmente enganosas .”
 Vik se interessou pelo lixão de Gramacho por ser o maior do mundo emrecebimento diário (2007), com o objetivo de mudar a vida das pessoas atravésda arte derivada de materiais do cotidiano delas. A expectativa do artista antesda visita em relação aos catadores era um tanto preconceituosa, “Devem ser as pessoas mais rudes em que possamos pensar. São viciados...É o fim da linha. Dê uma olhada na geografia da área(...) É pra onde vai tudo que não é bom. Incluindo as pessoas(...)”. Chegando ao aterro Jardim Gramacho, Vik eseu companheiro Fábio são recebidos pelo administrador do aterro. Um dadointeressante fornecido por ele era a retirada de 200 toneladas por dia demateriais recicláveis efetuadas pelos catadores, isso representa a falta decomprometimento da população e do governo quanto à coleta seletiva.
As dimensões do aterro e a quantidade de lixo são enormes. Todoresíduo em putrefação fica exposto e as pessoas dividem espaço comincontáveis urubus. A estrutura irregular na disposição de lixo é notável, a faltade procedimentos de segurança e proteção ambiental é característica de umlixão, diferente de um aterro sanitário que possui impermeabilização contracontaminações, cobertura vegetal e escapes de gás metano. Isso demonstrauma falha no gerenciamento de resíduos de uma grande cidade, que pode sercorrigida com uma boa gestão urbana. Além dessa problemática, as condiçõesde trabalho dos catadores são evidentemente desprezíveis, possuem contatodireto aos diversos resíduos gerados por 70% do Rio de Janeiro, isso incluialtos riscos de contaminação e susceptibilidade a diversos tipos de doenças.
Vik se surpreende com o bom humor dos catadores face à realidadevivida por eles a cada dia. Dois personagens se destacam são: Zumbi, vítimade um acidente no lixão; e Tião, presidente da Associação de Catadores doJardim Gramacho, ambos possuem o hábito da leitura e apresentam caráter deliderança e superação. A história de vida de cada pessoa do aterro impressionapela emoção transmitida nos depoimentos, transformando a falsa impressão deVik antes da visita. Valter, o vice-presidente da Associação salienta dosprejuízos causados pela ausência da coleta seletiva nas residências e noconsumo excedente que aumenta a quantidade de resíduos destinados aoaterro. As filmagens ultrapassam o limite do lixão, mostrando a moradia doscatadores também. Suelem, uma das mulheres escolhidas por Vik, apresentasua casa no Jardim Gramacho. Condições mínimas de saneamento básico sãoausentes nas moradias construídas de madeira, e a higiene e conforto sãoprecários. A combinação entre instalação de um aterro irregular e alto índice depessoas pobres precisando de trabalho levam ao surgimento de comunidadesadjuntas ao lixão, já que a fonte de dinheiro vem da coleta de recicláveis emGramacho. A falta de planejamento e a acelerada ocupação irregular resultamem moradias irregulares e situações miseráveis de sobrevivência.
As imagens para o trabalho artístico foram obtidas por Vik através deuma câmera fotográfica, capturando diferentes perfis dos catadores deGramacho. Em sua oficina ele observa as fotos obtidas no aterro e escolhe aspessoas que vão trabalhar em suas obras. Ao convocá-los para o início dotrabalho, Vik esclarece seu objetivo, e como as fotografias seriamtransformadas em imagens sensacionais, constituídas apenas por resíduos.Durante o período de realização das obras, Tião relata um assalto armadoocorrido na cooperativa, ocasionando uma perda de R$12.000,00. Isso reforçaa ideia da insegurança e perigo nas comunidades mais pobres, e a ausência dapolícia nesses locais.Após trabalhar durante um bom período com os personagens do aterro,os artistas notaram um impacto na mudança de rotina drástica, passando dodia-a-dia no fétido lixão para um novo trabalho relacionado à arte, despertandonovas ambições aos ex-catadores. O reconhecimento profissional de Vikgarantiu uma vaga para uma de suas obras em um leilão de Londres,aumentando as expectativas no bom retorno financeiro e, consequentementesocial, proporcionado pelo tempo dedicado no jardim Gramacho. A decisão delevar uma pessoa simples e humilde para outro ambiente completamentediferente e encantador como Londres, causou questionamento em certomomento do documentário. A mudança drástica de ambiente e os sonhosalmejados pelos personagens de Gramacho poderiam causar constrangimentofuturo a essas pessoas? O artista de maneira otimista tentou visualizar ospontos positivos gerados pela sua interferência na vida deles, ocasionados poruma oportunidade raríssima de aprendizado independentemente da frustaçãofutura que isso pode gerar.O quadro com a imagem de Tião composta apenas por resíduos éfinalmente exposta em uma galeria em Londres, é seu primeiro contato comarte moderna, proporcionando-lhe novos conhecimentos a respeito do assunto.
A obra “Marat, Sebastião: Retratos do Lixo” é arrematada por 28 mil libras,equivalente a R$ 100.00 na época, causando elevada exaltação e emoção aTião e seus companheiros de trabalho. Em seguida todos os envolvidos nasobras são convidados a uma exposição de Vik Muniz, no Museu de ArteModerna do Rio de Janeiro. A desigualdade social é evidente nessas cenas,onde pessoas que nunca tiveram acesso a museus de arte se tornam autoresde obras apreciadas por outras classes sociais. Ao final do documentário, oautor principal visita seus colaboradores, presenteando-os com seus quadros.As reproduçõ
es de “Retratos do Lixo” realizadas por Vik Muniz renderam mais de 250 mil dólares. Como retorno para a Associação dos Catadores do Jardim Gramacho, foi comprado um caminhão, inaugurado um centro deensino e uma biblioteca com 15 computadores. Todos os catadores envolvidosna exposição mudaram suas vidas, alguns melhoraram suas condições, outrosapenas abandonaram o lixão, mas todos foram influenciados de uma forma oude outra por uma experiência única. Além do benefício financeiro, nota-se oaprendizado não somente dos catadores, mas também de Vik. Após aconvivência com todas essas pessoas, o artista certamente agregou novosvalores a respeito da comunidade do jardim Gramacho.O tema principal abordado pelo documentário foi a relação da arte com avida de pessoas humildes, focando na dificuldade e nas condições de vidatocante do cotidiano delas. Além do enfoque chocante na vida dos catadores,que não deixa de ser importante na sensibilização do telespectador, odocumentário deixa de apresentar realidades em relação ao prejuízo causadoao meio ambiente e na possível solução de problemas de saneamento e saúde das pessoas. A temática “lixo” vai muito além da coleta seletiva e da educação ambiental. Um planejamento urbano é essencial para estruturação dosaneamento básico principalmente em uma cidade em processo deurbanização. A coleta, transporte e disposição adequada de resíduos sólidossão totalmente contrárias ao apresentado no filme, começando pelo acessodireto de pessoas ao maciço de resíduos. Esses detalhes poderiam ser muitomais enfatizados com o objetivo de pressionar as autoridades e conseguirmudanças positivas em Gramacho. Apesar disso, a abordagem geral odocumentário gera resultados positivos na temática socioambiental, traz oassunto da geração excessiva de resíduos e a reciclagem, e também reflete adesigualdade social e condições absurdas de vida causadas pela urbanização.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Manejo de Ecossistemas

Manejo de Ecossistemas


Millenium Ecosystem Assessment ReportEcossistemas promovem o bem-estar humano através do fornecimento dos mais variados serviços. A gestão ecossistêmica é uma abordagem para o gerenciamento de recursos naturais enfocada na capacidade dos ecossistemas de suprir as demandas ecológicas e futuras necessidades humanas. 

A gestão ecossistêmica se adapta a necessidades emergentes, a novas informações e promovem o bem estar humano através dos serviços oferecidos.  Fomenta uma visão compartilhada de um futuro desejável da integração de perspectivas sociais, ambientais e econômicas ao manejo de sistemas ecológicos naturais  definidos geograficamente.

Selecionada como uma das seis áreas prioritárias da   estratégia do PNUMA para o período 2010-2013,  a gestão   ecossistêmica requer o desenvolvimento de metodologias,   mecanismos e instrumentos que o PNUMA vem   aperfeiçoando  e colocando à disposição dos países a sua   experiência em:

  • maior integração de abordagens ecológicas nos   processos de planejamento e desenvolvimento;

  • reforço de capacidades e apoio tecnológico para o uso de ferramentas de manejo do ecossistema (conservação, proteção, restauração, gestão sustentável, legislação, certificação);

  • Realinhamento dos programas ambientais e financiamento de medidas de proteção contra a degradação de serviços prioritários do ecossistema;  

  • Avaliação e monitoria  (ex. Indicadores, pesquisa etc);

  • Avaliação de riscos;

  • Definição de metodologias para o pagamentos por serviços ecossistêmicos, mecanismos de incentivos e financiamento;

  • Governabilidade entre gestores públicos, privados e atores sociais relevantes.

Tendo em vista que os serviços ecossistêmicos são interligados (ver figura abaixo) e não podem ser considerados isoladamente, o PNUMA promove uma perspectiva holística para lidar com aspectos como regulamentação, abastecimento, apoio e hábitos culturais, visando reverter o declínio de recursos através de uma maior resiliência e melhor funcionamento dos ecossistemas.

Seleção dos principais elementos  dos serviços de ecossistemas:


Serviços de Ecossistemas

Fig. 1. Representação esquemática dos serviços de ecossistemas selecionados pelo PNUMA, como categorizados nas Avaliações Ecossistêmicas do Milênio (controle, abastecimento, suporte e cultural). 

Clique aqui para saber mais sobre o trabalho do PNUMA em Manejo de Ecossistemas. 


IPECO - OFERECE: CURSO DE CAPACITAÇÃO: PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ATIVIDADE INDUSTRIAL E AGRÍCOLA

CURSO DE CAPACITAÇÃO: PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ATIVIDADE INDUSTRIAL E AGRÍCOLA - VÁRZEA GRANDE/MT - TURMA SETEMBRO/2013
Data: 06/09/2013
Valor: R$ 400,00


Curso de Capacitação: Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Atividade Industrial e Agrícola

06 á 08 de Setembro de 2013
Várzea Grande / Mato Grosso / Brasil

Curso introdutório para estudantes e profissionais interessados em conhecer ferramentas, abordagens e estratégias direcionadas a enfrentar os atuais desafios do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Atividade Industrial e Agrícola.

Objetivo:

Este curso é de suma importância, uma vez que há necessidade de capacitação de técnicos para conhecimento na área de resíduos e elaboração de planos de gerenciamento de resíduos sólidos – PGRS.

Plano que é parte integrante do processo de licenciamento ambiental e base para a liberação de licenças ambientais.

Nessa perspectiva, os planos deverão ser bases nas concepções, conceituações e outros impostos pela nova legislação pertinente.

O curso se propõe a apresentar ao aluno os tipos de resíduos sólidos, assim como, sua classificação e técnicas de tratamento e/ou disposição final para os gerados nos vários setores das atividades industriais e agrícolas licenciadas.

Capacitação de técnicos e Engenheiros para conhecimento na área de resíduos e elaboração do PGRS.

Local de realização do curso:
Auditório do Hotel Mangabeiras "ARAÇÁ"
Endereço: Avenida da Feb, 1.275 - Manga, Várzea Grande, Mato Grosso.

Data do curso:
02 á 04 de Setembro de 2013

Horário do curso:
Das 08:00 h ás 12:00 h e das 14:00 h ás 18:00 h

Público-alvo:
Profissionais de nível superior, acadêmicos de graduação, pós-graduação e nível técnico atuantes na área de meio ambiente ou interessado/trabalhadores do setor público ou privado em atuar na área de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Atividade Industrial e Agrícola.

Carga horária:
30 horas/aulas (Certificado)

Conteúdo programático:

1 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Industriais
PNRS – Lei 12305/2010;
Legislação ambiental específica sobre resíduos industriais;
Definição e classificação de resíduos sólidos industriais;
As principais fontes de resíduos sólidos industriais: identificação;
Etapas do gerenciamento dos resíduos sólidos industriais;
O gerenciamento dos resíduos industriais: importância e concepções;
Análise crítica quanto aos diversos tipos de resíduos: contribuições e inferências;
Localização para instalação de centrais de armazenamento de resíduos em relação às leis ambientais;
Sistemas de mitigação na geração de resíduos sólidos;
Localização de equipamentos possíveis de aproveitamento do resíduo;
Relação custo X benefício no gerenciamento do resíduo sólido;
Processo de gerenciamento de resíduos sólidos desde sua geração até a destinação final;
Conteúdo do Plano de gerenciamento de resíduos sólidos industriais;
Análise das tecnologias de tratamento e destinação final dos resíduos sólidos.

2 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Agrícolas
Legislação ambiental específica sobre resíduos agrícolas;
Definição e classificação de resíduos sólidos agrícolas;
As principais fontes de resíduos sólidos agrícolas: identificação;
Etapas do gerenciamento dos resíduos sólidos agrícolas;
O gerenciamento dos resíduos agrícolas: importância e concepção;
Monitoramento das etapas do gerenciamento dos resíduos industriais e agrícolas.

Metodologia:
O curso será presencial com aula expositiva e uma aula de campo, visita técnica, com vista técnica para vermos em campo trabalhos realizados na área.

Coordenador de Cursos de Capacitação:
Biólogo, Diretor/Presidente do Instituto IPECO - Professor Esp.Renato Dias de Moraes.  

Ministrante:
Engenheira Sanitarista – Professora Esp. Helen Farias Ferreira, SEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso) Gerente de Resíduos Sólidos Industriais e Agrícolas.

Currículo Plataforma Lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?
id=K4778229E0

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Licença de resíduos perigosos é emitida por órgão federal

Licença de resíduos perigosos será emitida por órgão federal

Da Reportagem

Desde maio deste ano a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) deixou de emitir a Autorização de Transporte Interestadual de Resíduos Perigosos. A partir dessa data, o documento passou a ser emitido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Instrução Normativa do Ibama (I.N.) nº 05/2012, de 09 de maio, publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de maio, dispõe sobre o procedimento transitório de autorização ambiental para o exercício da atividade.

A gerente de Resíduos Urbanos e Hospitalares, da Coordenadoria de Gestão de Resíduos Sólidos da Sema, Helen Farias Ferreira explicou que podem solicitar o documento, pessoas jurídicas e físicas que preencham os requisitos para emissão do Certificado de Regularidade Ambiental, de acordo com as regras estabelecidas do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais.

A I.N. 05/2012 estabelece em seu art 5º, que todas as empresas que realizem o transporte desses produtos são obrigadas a possuir a cópia da Autorização Ambiental, ou seja, a empresa transportadora, seja ela matriz ou filial, para cada veículo ou composição veicular utilizado no transporte.

De acordo com Helen Farias, a classificação dos Resíduos para preenchimento da Autorização é regulamentada pela Resolução nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, da Agencia Nacional de Transportes Terrestres. Segundo essa Resolução, resíduos para efeito de transporte, são substancias, soluções, misturas ou artigos que contém ou estejam contaminados por um ou mais produtos para os quais não seja prevista utilização direta, e que estejam sendo transportados para fins de despejo, incineração, ou qualquer outro processo de disposição final.

“A Sema não é mais o órgão responsável pelo controle de Resíduos Transportados entre estados porém, os resíduos movimentados somente dentro do território mato-grossense estão sujeitos a regulamentação específica por este órgão”, alertou.

Helen Farias esclareceu ainda que a Autorização não exclui as empresas do licenciamento ambiental exigido por lei. “Esse documento apenas autoriza a movimentação de resíduos perigosos entre os estados”.

Tanto a Instrução Normativa do Ibama como o Ofício Circular n° 038/2012/CGRS/SUIMIS/SEMA-MT, estão disponíveis no portal da secretaria, no endereço eletrônico:

http://www.sema.mt.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1803:autorizacao-de-transporte-de-residuos&catid=427:residuos-solidos-autorizacoescadastro&Itemid=509.

Outras informações podem ser obtidas na Coordenadoria de Gestão de Resíduos Sólidos (CGRS) da Superintendência de Infra-Estrutura, Mineração, Indústria e Serviços (Suimis), da Sema, pelo telefone (65) 3613-7302 ou pelo e-mail, cgrs@sema.mt.gov.br. (Maria Barbant/Sema-MT)


http://diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=418666